Camisinha musical
Domingão à tarde é momento de churrasco, cerveja e muita conversa com os amigos. Pois ontem, pra mim, não foi diferente. Conversa vai, conversa vem, eis que surge um assunto: Quando foi a última vez que você manezou durante uma compra?
Pois hoje decidi revelar a aptidão inexeqüível de um amigo para as compras, e por que não de um ser quase que infalível: Eu mesmo.
E já que é pra esculhambar, vamos começar com minha própria sina. Estava eu, há um ano, curtindo uma viagenzinha em um congresso em São Paulo com alguns amigos. E se a história é pra ser sobre compras, não poderia se passar em um lugar diferente: a famigerada 25 de março!
Não há quem chegue a um lugar desses e não fique louco. É tanta bugiganga, eletrônicos chineses a um preço que beira a insanidade. Porcarias que você nunca imaginou que precisava, mas que depois que você vê, não dá conta de sair sem comprar.
Eu já me jurava um ser de esperteza superior. Estando na 25 de março então, trincava os dentes de tanto sorriso. Quantos bons negócios estava fazendo! Mas o melhor estava por vir.
Com as mãos já carregadas de compras, não ambicionava mais nenhuma muamba. O que eu tinha já me servia bem. Mas não, em um momento de distração, com aquele empurra-empurra de gente nas calçadas, um solão de rachar mamona, alguém me segura o braço. Um sujeito apressado, estranhamente agasalhado. E antes que eu pudesse imaginar do que se tratava, ele me vem com o seguinte diálogo “Ei, ei! Vem aqui moleque doido. Tá afim de fazer um bom negócio?”.
Opa! Bom negócio é meu nome. Lancei todas as práticas de um comprador auspicioso. Fingi que não tinha interesse nem em saber do que se tratava. Mas, mais que esperado, o sujeito continuou a investida “Vem cá. Dá só uma olhada, mano. Tenho aqui um MP5 aqui que eu consegui direto do Carrefour. To vendendo baratinho, baratinho. É questão de trocado mesmo!”.

Mp5 que eu achava que estava comprando
Rapaz, e não é que minha mão coçou. Olhei o produto, ainda embalado, com etiqueta de preço do supermercado. Em vez dos 599 escritos no pacote, recebi uma proposta: 150 reais! Ah, confesso que não agüentei. Por mais errado que me pudesse parecer, resolvi concretizar o negócio. E o pior, negociei bastante.
No final das contas, estava com um aparelho de última geração, que de acordo com o vendedor, “até filmava”. Sim, naquele momento eu tinha certeza que nasci para os negócios. Levar um eletrônico desses, por módicos 80 reais. Não, não é pra qualquer um!

Nem isso eu recebi
Quando eu chego ao hotel, já fui pegando meus fones de ouvido, me preparando pra experimentar essa maravilha tecnológica, abro a embalagem do meu famoso MP5. Cara, vocês não vão acreditar. Só tinha UMA CARCAÇA DE PLÁSTICO VAGABUNDA que “imitava um MP5”. A merda não valia 10 reais. Porra, vai ser burro assim na China mesmo! Até hoje sou zuado por essa negociata.
Pois enquanto contava o tanto que eu já fui matuto um dia, e o pessoal caindo na gargalhada, eis que me surge um amigo: Já comprei uma camisinha musical! Mas como assim camisinha musical? É o que você se pergunta. Também foi essa a minha pergunta.
Bom, a história desse meu amigo não se passa na 25 de março, mas em um lugar ainda melhor para as compras: O Paraguai!
É… você deve estar percebendo que ninguém aqui foi passado a perna no Iguatemi, na Daslu… HAHAHA
Continuando, meu amigo passeava tranquilamente pelas ruas de Assunção, quando vê uma loja só de camisinhas. O lugar era até ajeitado, tinha mascote na rua, vendedores com chapéu-camisinha, atendentes altamente gostosas treinadas pra ensinar o uso correto dos produtos. Tá, nem tanto…

Loja de camisinhas altamente de bom gosto
Bobeira vai, bobeira vem, ele resolve entrar na loja. Era camisinha de, literalmente, tudo quanto é gosto e tamanho. Camisinha de chocolate, tuti-fruti, melão. Camisinha de veludo, de pelica.

Camisinha que eu compraria na loja
Cara, mas o melhor foi quando um vendedor resolveu mostrar a menina-dos-olhos da casa. Uma camisinha musical! Meu amigo ficou doido. Já se imaginou com uma piriguete, em todas as posições, consumando o ato ao som do Créu saindo de seu próprio órgão fálico. Que fantástico! Por que diabos ninguém pensou nisso antes?
Não preciso dizer o óbvio ululante que ele comprou a tal camisinha musical e que, ao abrir a embalagem, não existia camisinha musical alguma. O bendito vendeu uma camisinha mais porca pra ele, relaxada, de qualidade mais que duvidosa. E o pior foi que ele não comprou uma, comprou várias, pra revender no Brasil! E mais óbvio ainda é que o negão de 2 metros que vendeu as camisinhas pro meu amigo não aceitava devolução de produtos.
Kkkkkkkkk
Não, eu não to brincando. Ainda existe gente ingênua nesse mundo.
Mas agora eu quero saber, e você, qual foi a roubada em que você já se meteu?
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Um comentário em “Camisinha musical”
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novembro 10th, 2009 às 1:14 am.
Porra, vc falou , falou… mas ñ falou nada !!!
Caraca, tenho um cliente do meu SEX SHOP móvel, q me enche o saco pra ter o tal PRESERVATIVO MUSICAL…
ONDE ENCONTRO?
SEI Q EXISTE!!!